GREVE GERAL

28 de abril de 2017

Metrô e trens da CPTM voltam a circular parcialmente em São Paulo

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Foto: Estação Franco da Rocha 
Os serviços do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) voltam a funcionar parcialmente na capital paulista. No início da manhã, houve bloqueio por manifestantes e os serviços ficaram parados também por causa da paralisação dos empregados das companhias, que aderiram à greve geral convocada por centrais sindicais em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência.

Na linha Azul do Metrô, que liga a zona norte à zona sul, os trens circulam entre as estações Ana Rosa e Luz, com exceção da Sé. Na linha 2 (Verde), região da Paulista, funciona o trecho entre Ana Rosa e Clínicas. Na linha 5- Lilás, está normal. O mesmo ocorrendo em relação à linha amarela, que liga a estação da Luz, na região central ao Butantã, na zona oeste. O Metrô de São Paulo recebe em média cerca de 4 milhões de passageiros por dia.

Estão ainda completamente paradas as linhas vermelha, na ligação leste-oeste e o monotrilho 15 prata, que atende a população da zona leste, na Vila Prudente.

Na linha 7-Rubi, os trens circulam entre as estações Luz e Pirituba; na linha 8-Diamante (entre as estações Osasco e Palmeiras-Barra Funda); na linha 9-Esmeralda (entre as estações Pinheiros e Jurubatuba); na linha 10-Turquesa (entre as estações Brás e Tamanduateí); na linha 11-Coral (entre as estações Tatuapé e Luz) e na linha 12-Turquesa (entre as estações Brás e USP-Leste).

Os ônibus também não estão circulando, pois os rodoviários aderiram ao movimento.

Usuários recorreram aos transportes alternativos para chegar ao trabalho, como os ônibus do sistema de cooperados, que circulam apenas nos bairros em trajetos até os terminais de conexões com o Metrô. “Eu sabia que não tinha Metrô, mas vim até aqui porque a empresa onde eu trabalho ficou de nos buscar de carro aqui”, disse Patrícia Amaral, de 44 anos, que trabalha em uma empresa de segurança na região central e estava na porta da estação Tucuruví, na zona norte da cidade. Sobre a greve geral, ela disse não ser contrária desde que “fosse para defender uma causa e não por interesse político”.

Já Alex Albertino, de 27 anos, que trabalha em uma empresa de Vila mariana, na zona sul da cidade, informou que iria se atrasar, mas que a companhia iria lhe buscar no local. Ele disse ser favorável à manifestação contra as mudanças propostas na reforma trabalhista.

Em nota, o Metrô disse que a paralisação dos metroviários prejudica o transporte de mais de 4 milhões de usuários. Na última quarta-feira (26), o governo do estado conseguiu na Justiça uma liminar que determinava "que os sindicatos se abstenham de promover a greve total ou parcial dos serviços públicos de transporte metroviário e ferroviário". O descumprimento da decisão acarretará multa de R$ 937 mil aos sindicatos.

Conforme o Metrô, a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT da 2ª Região) determinou que a categoria mantenha o funcionamento do sistema em 80% nos horários de pico e 60% nos demais horários sob pena de pagamento de multa no valor de R$ 100 mil. Segundo a empresa, o trabalhador que faltar hoje terá o dia descontado do salário.

Em comunicado publicado na internet, o Sindicato dos Metroviários diz que a categoria têm consciência de que somente uma ampla mobilização pode barrar as reformas da Previdência e Trabalhista e a terceirização e afirmam que as mudanças irão significar "o fim da aposentadoria e perda de direitos trabalhistas". Conforme o sindicato, trabalhadores escalados para o plano de contingência também aderiram à greve.

Apesar de as centrais sindicais terem convocado uma greve geral, pequenos grupos espalhados provocam transtornos em vários pontos do País. Os sindicalistas atrapalham o trânsito nas ruas e avenidas das principais cidades brasileiras. Também há alguns pontos de bloqueio nas rodovias.

Em greve, ônibus, metrô e trem não circulam nesta sexta em SP; rodízio está suspenso

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Ônibus, metrô e trens não circulam desde a 0h desta sexta-feira na cidade de São Paulo. Categorias que representam os trabalhadores do sistema de transporte público da capital paulista aderiram à greve geral que acontece nesta sexta-feira (28) em todo o país.

Os trabalhadores protestam contra as reformas trabalhista e previdenciária, propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB). Os motoristas e cobradores que circulam na cidade de São Paulo só devem retornar as atividades a 0h de sábado (29).

Os ferroviários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) confirmaram adesão à greve geral. Sendo assim, cruzarão os braços os trabalhadores das linhas 7-rubi, 8-diamante, 9-esmeralda, 10-turquesa, 11-coral (Luz-Estudantes) e 12-safira (Brás-Calmon Viana).

Os metroviários de São Paulo também vão participar da greve, com exceção dos trabalhadores da linha-4-amarela. Por isso, as estações (Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Fradique Coutinho, Paulista, República e Luz) devem funcionar normalmente.

O rodízio de veículos estará suspenso nesta sexta-feira na capital, de acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes. Normalmente, os veículos com placas com numeração final 0 e 9 não podem circular no centro expandido entre 7h e 10h e das 17h às 20h às sextas-feiras. Já as restrições de circulação para caminhões continuarão valendo.

Além do rodízio, a secretaria também avisa que a zona azul estará liberada durante todo o dia. Os corredores de ônibus estão liberados para o tráfego de táxis (com ou sem passageiros), ônibus (tanto fretados quanto escolares) e veículos de passeio com dois ou mais passageiros. Os carros com mais de um passageiro também vão poder circular nas faixas exclusivas para ônibus.

Na nota, a secretaria recomenda que, "em distâncias curtas, as pessoas optem por utilizar bicicletas ou façam trajetos a pé". "O secretário Sergio Avelleda também orienta que os trabalhadores planejem o dia de amanhã e conversem com vizinhos, colegas de trabalho, para que possam organizar esquemas de carona devido à falta de oferta de transporte público".

O Sindimotoristas informa que serviços especiais, como o "Atende" --para pessoas com mobilidade reduzida-- vão funcionar na sexta-feira (28). Nesta semana, o prefeito paulistano, João Doria (PSDB), anunciou que vai cortar o ponto dos funcionários públicos que não trabalharem na sexta. Doria desistiu de oferecer transporte gratuito para os servidores municipais irem ao trabalho nesta sexta.


Multa para sindicatos O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) determinou, em caráter liminar (decisão provisória), multa de R$ 937 mil para cada um dos quatro sindicatos do sistema de transporte público de São Paulo que participarem, mesmo que parcialmente, da greve geral. Se aplicadas a todos os sindicatos –ligados a funcionários do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)-- citados na ação, as multas poderão somar mais de R$ 3,7 milhões.

A Ação Civil Pública foi apresentada pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da PGE (Procuradoria Geral do Estado). "A multa a ser aplicada não tem natureza indenizatória, pois visa compelir os réus ao cumprimento da ordem judicial, e, na fixação do valor, será levado em conta, à mingua de outros elementos, a gravidade da situação apresentada", diz a juíza Ana Luiza Villa Nova em sua decisão.


Quatro sindicatos são alvos da ação do governo paulista: Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e em Empresas Operadoras de Veículos Leves Sobre Trilhos no Estado de São Paulo, Sindicato dos Ferroviários de São Paulo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central Do Brasil Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana Os metroviários dizem que ainda não receberam a liminar e que, assim que isso acontecer, irão recorrer. O Sindicato dos Ferroviários --responsável pelas linhas 7-rubi e 10-turquesa da CPTM-- recebeu a liminar, mas pretende manter a paralisação. O UOL aguarda um posicionamento dos outros dois sindicatos sobre a liminar do Tribunal.

Outra liminar Na quinta-feira, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) determinou que 80% dos metroviários mantenham atividade em horário de pico --das 6h às 9h e das 16h às 19h. Nos demais períodos, o efetivo deverá ser de 60%. Em caso de descumprimento, será aplicada multa no valor de R$ 100 mil ao Sindicato dos Metroviários de São Paulo. A liminar do TJ não derruba a do Tribunal do Trabalho. O TRT também exigiu que os trabalhadores retornem, de forma imediata, ao trabalho no sábado (29). Caso a greve persista, será aplicada multa diária no valor de R$ 500 mil. O Metrô, que entrou com a ação no Tribunal, havia pedido a manutenção do efetivo de trabalhadores em 100% para os horários de pico e em 70% para os demais períodos. Na liminar, concedida parcialmente, o desembargador informa que impor esses limites à categoria é impedir que os trabalhadores possam ter o direito de protesto, por meio de paralisação, ante as movimentações políticas que ocorrem no Congresso.

Multa para bloqueio na Dutra A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve liminar que proíbe a interdição da rodovia Presidente Dutra (BR-116) durante as manifestações marcadas para esta sexta. A decisão cobre toda a extensão da via, entre as capitais Rio de Janeiro e São Paulo. Cada pessoa identificada que descumprir a ordem pagará multa de R$ 10 mil. O risco de bloqueio da rodovia foi apontado em relatório da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que lembrou, em ofício juntado ao pedido de liminar, o histórico de ocorrências de depredação e roubos nos congestionamentos ocasionados por interrupção de rodovias federais.

Governo defende reformas Procurada, a Secretaria de comunicação da Presidência não quis comentar a mobilização. Em diversas ocasiões, Temer disse que as reformas são necessárias para o país voltar a crescer e retomar a geração de empregos. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegou a dizer que sem a reforma da Previdência o Brasil pode "quebrar". Sobre a reforma trabalhista, Temer tem dito que é necessário modernizar as normas que regem as relações de trabalho.

Veja mais em https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/04/28/onibus-metro-e-trem-fazem-greve-nesta-sexta-28-em-sp-rodizio-esta-suspenso.htm?cmpid=copiaecola

27 de abril de 2017

Prefeitura veta motos na pista central da Marginal do Tietê entre 22h e 5h

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Segundo a secretaria, a medida visa à redução do número de acidentes

A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) anunciou nesta quinta-feira (27), que motocicletas terão circulação restrita na Marginal do Tietê a partir de maio. De acordo com a decisão, os motociclistas não poderão trafegar pela pista central entre 22h e 5h, todos os dias.

Segundo a secretaria, a medida visa à redução do número de acidentes e garantir a segurança dos motociclistas, que estão em 80% dos acidentes com vítimas. Com a nova determinação, as motos passam a ser obrigadas a circular apenas pela pista local no horário estabelecido.

Balanço

Também nesta quinta-feira, a Polícia Militar divulgou um balanço do número de acidentes registrados nas Marginais do Tietê e do Pinheiros no primeiro trimestre deste ano. Segundo o levantamento, houve 367 acidentes, dos quais 78% envolviam motos.


O trecho mais perigoso das Marginais do Tietê e do Pinheiros está localizado entre a Ponte do Jaguaré e a Ponte da Cidade Universitária, onde foram registrados 47 acidentes, sendo 41 deles envolvendo motocicletas.

A PM registrou seis mortes em acidentes de trânsito no período, três em cada marginal. Todas as vítimas fatais foram motociclistas do sexo masculino.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/prefeitura-veta-motos-na-pista-central-da-marginal-do-tiete-entre-22h-e-5h-27042017

Usuários iniciam campanha de boicote ao Uber e 99Táxi

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Aplicativos fizeram parceria com a Prefeitura de São Paulo para transportar de graça servidores nesta sexta-feira durante a paralisação contra as reformas Trabalhistas e da Previdência

 Usuários iniciaram uma campanha de boicote aos aplicativos Uber e 99Táxi, que fizeram uma parceria com a Prefeitura de São Paulo para transportar de graça os servidores nesta sexta-feira, 28, durante a greve geral contra as reformas Trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo Michel Temer (PMDB).

Um evento no Facebook já tem mais de 8,2 mil usuários apoiando o boicote já que, segundo eles, as empresas colaboram para "desmobilizar trabalhadores que reivindicam direitos fundamentais como o direito à aposentadoria e à proteção ao trabalho". Eles pedem que as pessoas desistalem os aplicativos de seus celulares e não os usem durante essa sexta-feira.

"O direito à greve dos trabalhadores da prefeitura deve ser respeitado. Os funcionários estão sendo pressionados a não aderir à greve e a ação da empresa contribui para a desmobilização", diz a descrição do evento.

Além da parceria com a prefeitura, as duas empresas também anunciaram que oferecerão descontos para os passageiros durante o dia de greve. O Sindicato dos Metroviários de São Paulo informou que está em estado de greve e deve aderir à paralisação, motoristas e cobradores de ônibus prometem não tirar os veículos da garagem e os ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) já confirmaram a greve.

Em nota, a 99 informou que "vai estar ao lado de todos os brasileiros que escolherem se movimentar" nesta sexta-feira. "Independentemente do seu destino, seja para ir ao trabalho, às manifestações, levar alguém ao hospital, ou qualquer outro lugar", disse em nota a empresa.

Sobre a parceria com a prefeitura, disse que decidiu "estender o benefício" para todos os brasileiros, oferecendo duas corridas no valor de até R$ 20.

Em nota, a Uber também vai oferecer duas viagens de R$ 20 para quem optar pela modalidade pool (de carro compartilhado) nos horários de pico (das 7h às 11h e 16h às 20h). "Dado o altíssimo trânsito esperado em São Paulo nesta sexta-feira, a forma como a Uber pode ajudar a cidade é incentivando quem for se movimentar a compartilhar um carro", disse a empresa. 

Greve geral: o que você precisa saber sobre a tentativa de parar o país pela 1ª vez em 20 anos

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As principais entidades sindicais do Brasil convocaram uma greve geral contra a ampliação da terceirização e as reformas previdenciária e trabalhista para esta sexta-feira- há a promessa de adesão por parte de diversos setores do funcionalismo público e privado em todo o país.

Espera-se, por exemplo, que bancários paralisem suas atividades em ao menos 22 Estados, de acordo com informações da CUT (Central Única dos Trabalhadores), uma das centrais sindicais que convocaram a paralisação. Professores das redes pública e particular também dizem que irão cruzar os braços, assim como aeroviários e funcionários dos serviços de ônibus, metrô e trens.

Além da CUT, a greve é convocada por CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Intersindical, CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Força Sindical, Nova Central, CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil).

Confira, a seguir, o que você precisa saber sobre a paralisação.

1. Qual será o tamanho da greve?

Embora muitas categorias tenham confirmado a adesão, é impossível saber de antemão. Por um lado, a pauta de reivindicações une todos esses trabalhadores. Por outro, décadas se passaram desde a última paralisação geral da dimensão pretendida, ocorrida em 1996.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirma que esta "será a maior greve da nossa história", mas ele próprio reconhece que houve, no passado, tentativas frustradas. "Tivemos uma grande greve em 1989, outras greves tentamos fazer de lá para cá. Essa acho que vai ter uma adesão muito grande, todos os setores."

Especialista em Sociologia do Trabalho, o professor da USP Ruy Braga diz acreditar que a paralisação será de fato grande, mas lembra que é comum que ocorram deserções de última hora. "Muitos sindicatos ficam reticentes", afirma, citando medo de multas ou outras formas de punição.
Para ele, a Reforma da Previdência tem particularmente o potencial de atrair muitas pessoas para a greve.

"Segundo dados IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 80% dos lares brasileiros têm alguém que recebe algum benefício continuado ou Previdência. Isso tem um potencial de gerar indignação muito mais agudo que as outras reformas que foram propostas", argumentou.
Já Hélio Zylberstajn, professor do Departamento de Economia da USP, acredita que o movimento terá o mesmo tamanho das greves mais recentes. "Acho que vai ser igual a todas as outras que eles fizeram: de manhã vai ser muito forte e, lá pelas 10h, eles começam a liberar. Na hora do almoço, está tudo normal."

Ele argumenta que os organizadores conseguem fazer o transporte coletivo parar, montam piquetes e fecham as principais avenidas. "Não é uma paralisação maciça porque as pessoas todas param. É porque as pessoas são impedidas de ir trabalhar", diz.

Apesar disso, Zylberstajn reconhece que as reformas propostas pelo governo Michel Temer são mesmo muito impopulares, dando força para a greve.


2. Quais setores vão aderir?

Os organizadores esperam que a greve inclua trabalhadores do transporte público, aeronautas, bancários, funcionários públicos e professores das redes públicas e privada, entre outros. Profissionais da indústria, como químicos e metalúrgicos, também prometem parar - incluindo aqueles que trabalham em unidades da Petrobras em pelo menos oito Estados.

Grandes aeroportos, como os das cidades de São Paulo, Campinas (SP), Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre podem ser afetados. Rodoviários dizem que irão parar em cidades de pelo menos 13 Estados - na capital paulista e em Guarulhos, a ideia é que apenas 30% da frota esteja operando a partir da 0h desta sexta. Metroviários já acordaram parar em cidades de ao menos cinco Estados.
Portuários estão previstos para parar em menos três Estados - um dos portos que pode parar é o de Santos, o principal do país. Nos Correios, a greve já foi aprovada por pelo menos oito Estados.
Servidores públicos municipais, estaduais e federais, do Judiciário e comerciários também prometem aderir. Bancários já contabilizam adesão em no mínimo 23 Estados, mas nem todas as unidades fechariam.

Professores municipais, estaduais, universitários e de escolas particulares são algumas das categorias mais esperadas, embora a adesão varie muito de Estado para Estado.

3. Quais setores fazem uma greve ter sucesso?

Segundo Braga, da USP, os setores-chave são os mais disruptivos para a sociedade. Ou seja, trabalhadores que lidam com circulação de pessoas (ônibus, metrô, trem, aeroportos), bancários e funcionários públicos.

O professor também explicou que os professores, quando aderem em massa, também têm uma influência muito grande, uma vez que muitos pais acabam não tendo com quem deixar os filhos para sair para trabalhar. E como são numerosos, aumentam a massa de manifestantes quando participam de protestos.

"No caso de trabalhadores industriais, como metalúrgicos e petroleiros, acredito que o potencial disruptivo seja pequeno", afirmou.

Zylberstajn diz que os professores da rede particular aderiram para defender os próprios privilégios.
"Professoras no Brasil se aposentam depois de contribuir 25 anos para a Previdência, independentemente da idade. Uma professora que começa a trabalhar aos 20 anos se aposenta com 45. Onde a greve vai ser mais forte? Nos colégios privados: todos os colégios estão anunciando que não vai ter aula na sexta-feira", afirma.

A proposta atual de Reforma da Previdência estipula uma idade mínima para aposentadoria - 65 anos para homens e 62 para mulheres.

4. O que querem os grevistas?

A greve vem sendo articulada há cerca de um mês para fazer oposição às reformas Trabalhista e da Previdência e para protestar contra uma nova regra, sancionada em março, que libera a terceirização em todas as atividades.

"(Marcamos a greve geral) Fundamentalmente por causa de retirada de direitos, por causa de desmonte da Previdência, desmonte trabalhista, terceirização", diz Freitas, da CUT.
Algumas entidades que convocaram a paralisação são críticas ao governo Michel Temer como um todo, entre elas a CUT e a CTB, que foram contrárias ao impeachment de Dilma Rousseff.

Mas a greve também tem a participação de entidades mais próximas do governo. É o caso da Força Sindical, que tem vínculo com o Solidariedade, partido que faz parte da base aliada de Temer.
Miguel Torres, vice-presidente da Força, comparou a paralisação marcada para esta sexta-feira com a realizada há exatos cem anos, em 1917.

"Naquela época, era tudo desregulamentado (em relação a questões trabalhistas). Boa parte do empresariado quer que a gente retorne a 1917", argumenta.

A BBC Brasil procurou o governo federal para saber seu posicionamento diante da paralisação e se mandará cortar o ponto dos servidores grevistas, mas o Palácio do Planalto informou que não comentará o assunto.

A gestão Temer tem defendido as reformas como uma forma de recuperar a economia - e negado que elas irão tirar direitos do trabalhador.

5. Vai ter protesto?

Há protestos confirmados em diversas cidades, como Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Rio Branco (AC).

O tamanho dessas manifestações também é incerto.

Na capital paulista, a ideia é caminhar do Largo da Batata, em Pinheiros, até a frente da casa de Temer na cidade, que fica no Alto de Pinheiros, na zona oeste.

O ato é organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, agrupamentos de partidos, entidades sindicais e outros grupos que têm vínculos com movimentos sociais - principais organizadores dos protestos contra o impeachment.

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-39713995

As notícias veiculadas acima, na forma de clipping, são acompanhadas dos respectivos créditos quanto ao veículo e ao autor, não sendo de responsabilidade do blog Diário da CPTM.
Observações:

  • Último trem do terminal de Jundiaí para Francisco Morato tem partida programada às 23h30.
  • A transferência entre linhas é garantida desde que o usuário esteja em sua última estação de transferência até as 00h. Para mais informações, confira o Regulamento de Viagem. ​​​​
De domingo a 6ª feira, das 4h à meia-noite, e aos sábados das 4h à 1h (sentido único, do centro de São Paulo para os bairros e municípios da Região Metropolitana).